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A linha da vida

Quem já consultou quiromante sabe: se a linha da vida da sua mão for curta, não espere chegar aos “anos grisalhos”: você vai “bater a caçoleta (as botas, a canastra, etc.)” antes da chegada dos fios brancos na sua cabeleira.

Pensando bem, não é uma notícia tão ruim assim. Se olharmos do ponto de vista do consumo e dos investimentos, uma vida curta facilita a nossa vida (perdão pela redundância). Veja só:

Sabendo que sua vida vai ser curta (digamos que você morra aos 55 anos), você poderia trabalhar dos 25 aos 50, acumular recursos suficientes para os 5 anos que lhe restam, e curtir esses 5 anos até os recursos acabarem. Suponha que você economizou R$ 500,00 mensais a uma taxa real líquida de 0,50% ao mês, você terá acumulado aproximadamente R$346.500,00 após 25 anos. Esses recursos, aplicados também a uma taxa real líquida de 0,50% ao mês, permitem que você gaste aproximadamente R$ 6.700,00 pelo resto da sua vida, ou seja, por 5 anos.

Você poderia consumir sem culpa, pois aqueles R$ 500,00 mensais poupados lhe garantiriam uma vida boa na sua (curta) aposentadoria.

Conhecendo seu deadline (novamente, desculpas pelo trocadilho), você poderia repensar a educação que está dando aos filhos: Educá-los para serem mais independentes, para procurarem as oportunidades, para não esperarem tudo do papai, que, afinal, já está quase de partida.

Provavelmente, você iria fazer o que os Titãs sugerem na brilhante música “Epitáfio”: Amar mais, chorar mais, arriscar mais, errar mais…..

Longe disso, caro leitor. O nosso ponto aqui é que ninguém sabe quanto tempo vai viver, consequentemente precisamos planejar muito bem os nossos “anos grisalhos”, caso contrário viraremos um fardo que os nossos filhos vão carregar, comprometendo, por sua vez, o planejamento financeiro deles.

Se a quiromante lhe vaticinou uma vida longa, prepare-se! Sabe aqueles R$ 500,00 que você poupou durante 25 anos? Pois bem, eles lhe darão uma renda mensal vitalícia de pouco mais de R$ 1.700,00. Você consegue sobreviver com essa renda mensal? Você está pronto para chegar aos 100 anos e ainda ser autossuficiente? Como será sua vida quando a renda proveniente do trabalho entrar em declínio?

Se você tiver disciplina e conhecimento, você pode construir sua aposentadoria de formas diversas: investindo em imóveis, em títulos públicos, em fundos de investimento, ações, etc. Se você não tiver conhecimento suficiente, ou se lhe faltar disciplina para poupar, existe no mercado uma variedade de produtos de previdência complementar. Pesquise, converse com seu gerente do banco, entenda as principais características destes produtos.

E que seu epitáfio (daqui a longos anos) seja: “Me planejei para viver mais, não andei distraído, e não precisei do acaso para me proteger”.